O Fora do Eixo tem tropa de choque de ciberativistas especialistas no bullying virtual

 

Malu Aires

 

 

De MALU AIRES

 

Hoje recebi, o dia inteiro, visitas de perfis de patrulha.

Não são apenas fakes a passeio… estão querendo me mandar bilhete de cala boca e, como já conheço a turma, compreendi o recado.

É muito cínica essa história toda de liberdade na rede… você pode falar de Obama, de Dilma ou FHC, pode falar até da Al-Qaeda, mas a única coisa que todo mundo evita falar na rede ou fora dela, é sobre o tal coletivo midiático Fora-do-Eixo.Quando se pergunta por que um monte de gente que a gente conhece não quer falar sobre isso, a resposta é: medo. Se falar bem, mal não tem. Mas se for apontar a falha no discurso, espere pela tropa de choque de ciberativistas, especialistas no bullying virtual.

Olha, foi mal, mas eu tô ligada que o que eu penso disso incomoda. Desculpa aí, pessoal descolado, mas meu direito de expressão está além das novas mídias. Meu direito de expressão é independente de formato ou plataforma. Meu direito de livre expressão, não será subjugado, nem censurado, nem ameaçado. É meu direito. E pra este, procuro a justiça, se preciso for.

Se as propostas do Fora-do-Eixo interessam ao pensamento futurológico dos midiáticos entusiasmados com esse ‘novo’ que já está cheirando envelhecido há década, meu direito de livre expressão é questioná-las e atacar os seus conceitos nocivos que me atingem diretamente como indivíduo.

Quando uma nova mídia surgir com propostas de censura ao pensamento livre, usando pra isso, de intimidação, será mais seguro abandonar a rede e ligar a inofensiva TV Globo. Voltar a ser o velho canal receptor da mentira midiática que ainda não me ataca. Quando uma nova mídia surgir, servindo de plataforma de patrulha contra críticos e até simples usuários proprietários da sua inteligência individual, ela é rede à serviço do cala boca do usuário. Uma rede de desconstrução da inteligência coletiva na rede.

Ou essa mídia do Capilé aceita a livre expressão na rede, ou diga logo que o Fora-do-Eixo é plataforma de censura intelectual à força do choque.

A agressividade mercadológica do Fora-do-Eixo no apoderamento de artistas independentes, dos discos deles, dos shows deles, dos festivais deles, das obras deles, do mercado deles, do financiamento deles, da política pra cultura em geral, já é bem conhecida no nosso setor.
Querer se apoderar do meu pensamento, do meu livre direito de expressão, da minha opinião, me exigir silêncio, aí é pretensão demais.

Quando o bullying virtual passou a ser empregado como ferramenta de gestão da rede Fora-do-Eixo, a proposta já nasceu desinteligente.
Com a censura organizada contra qualquer crítica, essa rede já nasceu 1.0 em era 2.0.
Não se enquadra no conceito de massa de mídias, mas no de uma mídia de massa burra à serviço da difusão e propaganda da uma marca.

Costumo dizer que o Fora-do-Eixo já nasceu mídia. Uma mídia muito pior que todas as mídias convencionais juntas. Mente e manipula como qualquer outra, com o diferencial de perseguir e desmoralizar qualquer um que denuncie isso.

Nenhum telespectador da Globo jamais veio me intimidar na rede, por eu criticar o mau jornalismo ou pretensioso serviço dela. O papel midiático do Fora-do-Eixo nas redes, dada a minha péssima experiência com a patrulha de choque formada por colaboradores deles e visto o linchamento virtual de todos que se opuseram às políticas deles, só me faz pensar numa coisa pro futuro de mídia de massas como essa: onde desliga essa merda?

 

( VIA )



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