Maria foi incorporada oficialmente como soldado Mário

 
 
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Trechos de um artigo do Diário do Comércio de 08/07/2013:

 

Maria se aproximou de alguns soldados que estavam deitados e, de arma em punho, gritou: “Rendam-se!” .

Nenhum deles esboçou qualquer reação, nem procurou a arma. Limitaram-se a comentar admirados: “É uma moça!”.

O tenente que comanda os soldados tentou fugir. Maria foi atrás dele, apontou o fuzil e deu-lhe voz de prisão.

 

Na trincheira, vê vultos se movendo e puxa o gatilho. O recuo da arma dá forte pancada em seu ombro. Continua a atirar e sofrer com os golpes. A munição acaba; ela não sabe recarregar. O irmão, com quem se encontra, a ensina.

Antônio, na verdade, quer que ela volte. O comandante das tropas também. O caso vai parar no Estado Maior. Vem a resposta: “Se aguentar, fica”. Maria é incorporada oficialmente, como soldado Mário Sguassábia.

Maria/Mário participou de enfrentamentos com mortos e feridos. Uma bala resvalou por seu capacete. Corriam o risco de serem massacrados.

“Manteve-se calma, tornando-se alvo da admiração e estima de todos os companheiros. Na segunda-feira, encharcada até os ossos, faminta, esfarrapada, assistiu à debandada do inimigo”

Em outra ação, Maria e os seus envolveram-se em dez combates em quatro dias. Ela viu companheiros morrerem, experimentou a derrota e a necessidade de recuar.

“Lutou desesperadamente”.  Por essa ação, foi promovida a sargento.

Stela Rosa (Maria era apelido) morreu em 1973, com 74 anos.

 
 



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